Pesquisa amplia a terapêutica para leishmaniose visceral

imageCom o objetivo de diminuir a toxicidade dos tratamentos contra a leishmaniose visceral, um estudo realizado em conjunto por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e do King’s College London, no Reino Unido, tem possibilitado o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas contra a doença, utilizando compostos de fármacos já disponíveis no mercado.

Causada por um protozoário do gênero Leishmania e transmitida pelo mosquito-palha (Phlebotomus pappatasi), a leishmaniose visceral atinge humanos e animais, como cachorros e gatos, e pode causar anomalias no fígado, no baço e na medula óssea. Sem tratamento, pode levar à morte em meses. A doença ocorre em todo o Brasil e em outros países de clima quente, como Índia, Nepal, Sudão e Bangladesh, mas também afeta alguns países com clima temperado.

Os medicamentos usados no tratamento – o antimoniato de N-metil-glucamina (Glucantime) e a anfotericina B – são altamente tóxicos e com graves efeitos adversos. Além disso, há muitos relatos de resistência aos medicamentos, principalmente na Índia, onde se registra o maior índice de ocorrência da doença.

“Em termos de tratamento para a leishmaniose, buscamos o que, por exemplo, já foi feito contra a malária, como forma de baixar a toxicidade dos medicamentos no organismo. Para que a combinação terapêutica diminua a resistência do parasita, é preciso encontrar combinações sinérgicas, reduzindo a dosagem das drogas usadas”, disse Tempone

No Brasil, são registrados entre 3 mil e 4 mil casos por ano de leishmaniose visceral provocada pela Leishmania infantum, também chamada de Leishmania chagasi. A incidência de óbito pela doença, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como negligenciada, chega a 10%.

O país também registra a incidência da Leishmania braziliensis e da Leishmania amazonensis, esta especificamente na região Norte. Ambas são responsáveis pela ocorrência da leishmaniose tegumentar, que provoca infecções cutâneas ou ainda na região das mucosas, causando desfigurações.

O cão é o reservatório mais usado pelo protozoário – transmitido ao ser humano quando o mosquito-palha pica um animal infectado e, em seguida, uma pessoa.

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