Lá e cá: a educação no mundo e a valorização do professor

downloadA Finlândia tem um dos melhores sistemas de Ensino do mundo e com esse título que enobrece qualquer nação, autoridades daquele país foram convidadas a vir para São Paulo e expor a fórmula do sucesso que poderá servir de inspiração ao Brasil. O interessante é que não existe nenhum ingrediente desconhecido dos brasileiros.

A representante do Ministério da Educação daquele país não usou nenhuma linguagem rebuscada em sua estada no país. Foi direta nas respostas. Ela aponta o sucesso do sistema educacional daquele país é a valorização do Professor cuja profissão os jovens são estimulados a seguir.

A começar pelo salário chega a R$ 7.860 no câmbio dos últimos dias. Com esse salário, os Professores têm aquilo que no país se perdeu há um bom tempo – o prestígio social.

O MEC por sua vez está tentando estimular estudantes do Ensino médio a seguir a carreira Docente na área de matemática, ciências – incluindo física, biologia e química – com uma bolsa mensal de R$ 150. Muito perto do valor do Bolsa-Família. Só não é risível porque é uma iniciativa pioneira. Quem sabe as autoridades resolvam turbinar esse valor.

No Brasil, prestígio social se tem com outras profissões de curso superior cujo ganho é de cinco a oito vezes maior do que o do Professor. Na Finlândia se equipara. Seria o mesmo que no Brasil, um Professor de Ensino médio ganhasse o equivalente a um médico, engenheiro ou advogado.

A lista de segredos da Educação da Finlândia se completa com itens que não podem ser considerados desconhecidos pelas autoridades brasileiras. Um número reduzido de Alunos por sala de aula, Professores trabalhando numa única unidade Escolar entre vários itens. O principal ingrediente, as autoridades brasileiras tem em sua lista, mas ainda não colocaram na receita – vontade política em investir em Educação. Nem uma pitada ainda.

Hoje, a Finlândia está na terceira posição no Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o Pisa. O Brasil, está na 53ª posição num ranking de 65 países. Até quando?

 

Fonte: TPE

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