Itaparica, Cações, Mutá, Barreiras e Pirajuía com racionamento de água por 3 meses

A falta das chuvas esperadas a partir do final de março aliada à alta demanda por água provocada pelo calor intenso que se estendeu além do verão, foram fatores determinantes para baixar o nível da Barragem da Tapera, manancial que se encontra com 16% da sua capacidade total de acumulação. A barragem que, atualmente, abastece duas sedes municipais – 26 localidades da Ilha de Itaparica e um distrito do município de Jaguaripe – atingiu nível de alerta e levou a Embasa a adotar a distribuição de água em regime de racionamento. A partir de amanhã, dia 16 de abril, a oferta de água será reduzida em 50% na área atendida pelo manancial pelos próximos três meses.

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O sistema de abastecimento de água (SAA) da Ilha de Itaparica atende uma população de aproximadamente 127 mil pessoas. Durante os finais de semana e feriados, este número aumenta de forma significativa com a chegada de turistas e veranistas. “Normalmente, distribuímos 20 milhões de litros de água por dia. Com o racionamento, vamos distribuir 10 milhões de litros por dia. Para que todos recebam água, a ilha foi dividida em duas áreas (ver abaixo). A mais populosa vai receber água por dois dias consecutivos e terá um dia sem fornecimento. A menos populosa, terá um dia com fornecimento e dois dias sem”, explica o gerentedo escritório da Embasa em Itaparica, Ariosvaldo Gama.

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No distrito de Cações, no município de Jaguaripe, o fornecimento de água se dará de forma alternada entre duas áreas: Cações e Barreiras receberão água num dia e Mutá e Pirajuia no outro.
De acordo com Ariosvaldo, a distribuição de água tratada nesse regime é a única forma de garantir a continuidade do serviço até que volte a chover na região. “A população deve fazer o consumo racional da água, evitando desperdício e usos menos importantes como irrigação de jardins, lavagem de carros, calçadas, áreas externas, entre outros espaços”, diz.
A Embasa manterá um esquema de distribuição de água por meio de carros-pipa para hospitais, escolas e creches, caso haja necessidade de complementar a quantidade distribuída pela rede.

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