Enseada divulga Monitoramento de Águas e Sedimentos

estaleiro

Para ser implantado e operar na região em que se instalou, o Estaleiro Paraguaçu da Enseada Indústria Naval cumpre uma série de condicionantes e tem sido fiscalizado por diversos órgãos ambientais e instituições voltadas para a preservação da cultura afro-brasileira, bem como do patrimônio histórico e artístico nacional. Como forma de divulgar os resultados dessas ações, a Enseada lança nesta sexta-feira (15) uma série de reportagens sobre seus programas sociais e de monitoramento ambiental. A primeira matéria apresenta o Programa de Monitoramento de Águas e Sedimentos.

O objetivo desse programa é avaliar regularmente a qualidade das águas e sedimentos identificando possíveis alterações no entorno do estaleiro, gerando informações sobre as condições ambientais naturais da área em estudo, bem como os impactos que possam existir em decorrência da implantação do empreendimento. Entre 2012 e 2016, 15 campanhas de monitoramento foram realizadas pela Ecomon Consultoria Ambiental, contratada pela Enseada. Para isso, 14 estações foram subdivididas em quatro grandes zonas: Baía do Iguape, Canal do Rio Paraguaçu, Foz do Rio Paraguaçu e Rio Baetantã (clique aqui para ver o mapa).

“A última campanha foi realizada em maio e foram coletadas amostras de água para análise de graxas e óleos. O relatório anual de monitoramento elaborado em 2015 pela Ecomon indica que não foram detectados impactos em relação à qualidade da água e de sedimento durante o período de instalação e operação do estaleiro”, disse Karla Barreto, bióloga da Enseada. Em relação aos indicadores de suporte à vida aquática, o relatório aponta que “todas as amostras analisadas estiveram em excelentes condições de oxigenação para os organismos aquáticos”.

Antônio Severino dos Santos, 58 anos, pescador nascido e criado em São Roque do Paraguaçu, afirma não ter percebido nenhum tipo de alteração na quantidade e qualidade do pescado na região. “Às vezes a maré está boa, às vezes não está. Mas sempre foi assim, até mesmo antes do estaleiro chegar aqui. Na minha opinião, ninguém que sobrevive da pesca aqui foi prejudicado. Nenhum conhecido passou fome por falta de peixe”, contou o pescador.

De acordo com Marcela Matus, bióloga e diretora da Biomonitoramento e Meio Ambiente (BMA), não existe impacto que esteja associado ao estaleiro quanto a qualidade da água e do sedimento. “O que temos encontrado, pontualmente, é uma quantidade de coliformes fecais na água, mas é por causa da própria descarga orgânica de algumas comunidades. Fazemos o monitoramento de efluentes também e a Enseada não está causando nenhum tipo de impacto”, comentou Marcela. Ainda segundo a diretora da BMA, os teores de matéria orgânica e nutrientes dos sedimentos analisados estiveram em conformidade com os limites máximos estabelecidos pela Resolução CONAMA 454/127.

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