28 de abril: dia da Educação

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    O mundo moderno exige das pessoas uma preparação cada vez melhor para o exercício de suas tarefas. Ler e escrever, além de serem formas de se comunicar com o mundo, são atividades básicas para o desempenho de muitas outras funções.

    Sob esse aspecto, a população brasileira vem conseguindo alguns avanços. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2004, que traz os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2003 (PNAD), do IBGE, o crescimento contínuo da taxa de escolarização vem reduzindo o analfabetismo, elevando o nível de instrução da população em todo o país e diminuindo, gradativamente, as grandes diferenças entre as regiões.

    A taxa de escolarização dos jovens de 15 a 17 anos, por exemplo, aumentou cerca de 33% nos últimos 10 anos e atingiu, em 2003, 82,4% desses jovens. Não houve grandes variações entre as taxas regionais e a taxa média nacional.

    A crescente escolarização vem impulsionando a elevação do nível de instrução da população. Entre 1993 e 2003, o analfabetismo declinou em quase 30% no Brasil. Esse declínio foi mais intenso nas regiões Sul (34,7%), Centro-Oeste (32,1%) e Sudeste (31,3%), principalmente nos estados do Paraná e Santa Catarina (com reduções de 37,6% e 36,7%, respectivamente), o Distrito Federal (-45,7%) e o Rio de Janeiro (-41%). O Nordeste apresentou um declínio de 27%.

    São considerados analfabetos todos aqueles que possuem mais de 15 anos de idade e não sabem ler nem escrever. A diminuição das taxas de analfabetismo no Brasil deve-se ao maior acesso da população carente ao ensino fundamental e aos programas de alfabetização de adultos, como, por exemplo, o Alfabetização Solidária, onde o governo federal atua em parceria com universidades, empresas privadas, prefeituras e comunidades, e o Movimento de Educação de Base, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.

    Segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2004, o analfabetismo apresentou maior declínio entre as mulheres (31,7%) do que entre os homens (26,9%).

    No grupo das pessoas com mais de 10 anos de idade, ocupadas, as mulheres têm em média um ano de estudo a mais do que os homens (média de anos de estudo iguais a 7,7 e 6,7, respectivamente). Veja as diferenças entre as regiões:

    Média de anos de estudo da população de 10 anos ou mais de idade, ocupadas, por sexo – Brasil e Grandes Regiões – 2003

    Acompanhe as maiores desigualdades de escolaridade: – No grupo de até 3 anos de estudo, a proporção de homens era de 25% contra 19,5% das mulheres; – No topo superior de escolaridade (11 anos ou mais de estudo), a proporção de mulheres era de 39,1% e a proporção de homens era de 28,3%.

    Com isso, se conclui que cerca de 55% das mulheres no mercado de trabalho apresentavam pelo menos o ensino fundamental; enquanto 55% dos homens ocupados sequer terminaram este nível de ensino.

    Quanto à população fora da escola, dados anteriores mostram que de 1996 para 2001, a proporção de meninos de 7 a 14 anos de idade fora da escola caiu de 9,3% para 3,7% e a de meninas, de 8,2% para 3,3%.

    Existem diversos indicadores que permitem ter uma idéia da situação da educação no Brasil. Quando o assunto é anos de estudo, por exemplo, as estatísticas mostram que as mulheres superam os homens.

    O gráfico abaixo mostra a média de anos de estudo no Brasil para homens e mulheres. Compare:

    O atual sistema educacional brasileiro tem a seguinte estrutura:

    • Educação Básica – compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio.
    • Educação Superior – compreende o ensino superior e pós-graduação. Há também a educação profissional nos níveis básico, técnico de nível médio e tecnológico e a educação especial, para estudantes portadores de deficiência física ou mental.

    Quanto maior o nível de instrução, maiores são as chances de encontrar trabalho. A conclusão é da Pesquisa de Padrão de Vida (PPV), realizada pelo IBGE, entre março de 1996 e março de 1997, nas regiões metropolitanas do Nordeste e do Sudeste, onde estão concentrados 70% da população. Os resultados da PPV mostraram que a taxa de ocupação para quem estuda durante 12 anos ou mais é de 77,62%, contra 44,5%, para os que têm de 1 a 3 anos de estudo.

    Fonte: IBGE

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